Rotação de princípios ativos

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O controle de pragas, doenças e espécies daninhas é um dos maiores desafios dos produtores. Se o controle desses problemas não for eficiente, pode haver substancial redução da produtividade das culturas e redução da rentabilidade da atividade produtiva. Por isso, a rotação de princípios ativos tornou-se prática fundamental para evitar a seleção de indivíduos resistentes ao produto químico.

De acordo com publicação sobre manejo integrado das culturas, o conceito desta técnica envolve a combinação das mais eficientes tecnologias disponíveis para atingir o controle das pragas, doenças e invasoras. Isso normalmente inclui a incorporação de restos culturais, rotação de culturas, uso seletivo de defensivos agrícolas, rotação do princípio ativo destes defensivos e utilização de variedades resistentes, dentre outros.

De acordo com pesquisadores, também é importante haver uma rotação, por exemplo, no caso dos princípios ativos dos fungicidas utilizados para que o fungo não se acostume com o remédio e se torne imune.

O manejo das variedades transgênicas segue os mesmos princípios que norteiam uma agricultura autossustentável. Entretanto, as particularidades de cada tipo de variedade definem práticas específicas que devem ser adotadas.

Diferentes variedades tolerantes a herbicidas estão sendo atualmente comercializadas na América do Norte e na Europa. São comercializadas as variedades de soja tolerantes a sulfonilureia, ao glifosato e ao glufosinato. Essas variedades sofrem menos com os herbicidas aos quais são tolerantes do que as variedades não transgênicas com os herbicidas pós-emergentes.

Grande número de gramíneas e de espécies de folhas largas tem sido eficientemente controlado pelos herbicidas aos quais as variedades transgênicas são tolerantes, permitindo aos produtores o manejo integrado no controle dessas espécies com menor agressão ao meio ambiente. O uso de variedades tolerantes a herbicidas, além de permitir controle mais eficiente das espécies daninhas, aumenta a flexibilidade na rotação de cultura e na adoção alternativa de sistemas de preparo do solo.

Embora as variedades transgênicas possuam características de tolerância a herbicidas e/ou resistência a pragas desejáveis, o custo adicional das sementes justificam seu uso quando o custo do controle das espécies daninhas e, ou, das pragas é significativo. No caso de variedades transgênicas tolerantes a herbicidas, algumas das práticas que devem ser observadas incluem:

  • Adoção de distâncias de isolamento
  • Adoção de precauções adicionais no manejo das sementes (beneficiamento, transporte, limpeza de plantadeiras, secadores etc.). Especial atenção deve ser dada ao monitoramento de perdas ou mistura de sementes
  • Roguing ou destruição de plantas voluntárias após a colheita do campo com variedades transgênicas
  • Rotulagem das sementes
  • Rotação de cultura
  • Rotação do princípio ativo dos herbicidas usados no controle das espécies daninhas
  • Adoção do manejo integrado no controle de espécies daninhas

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