Rotação de culturas

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A tecnologia de alternar as espécies vegetais plantadas numa mesma área agrícola é uma das formas mais eficazes de preservar o solo. Chamado de rotação de culturas, o conceito está no cerne da economia verde, ou seja, produzir mais com menos recursos naturais e preservação do meio ambiente.

As vantagens do uso dessa tecnologia agrícola são inúmeras. Ela, por exemplo, melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo, auxilia no controle de plantas daninhas e protege o solo da chuva e do sol, além de dar ao agricultor a possibilidade de diversificar sua produção de alimentos.

A eficácia da técnica está intimamente ligada às plantas utilizadas e ao uso em conjunto da técnica de plantio direto. Uma publicação da Embrapa analisa o uso da rotação de culturas no Sul do Brasil associado ao plantio direto. O documento conclui que a rotação utilizando leguminosas, associada à não movimentação do solo (devido ao plantio direto) potencializaram o acúmulo de carbono e nitrogênio, dois nutrientes presentes no solo e fundamentais para o desenvolvimento das plantas.

Um exemplo de rotação bastante utilizado no Brasil é o da soja e do milho, duas espécies com grande extensão de cultivo. Ele tem trazido benefícios aos agricultores, incluindo aumento de produtividade. No caso do milho plantado após a soja, estudo realizado pela Embrapa Milho e Sorgo indica que a produtividade subiu cerca de 9% e, no caso da soja após o milho, o ganho foi de 5% a 15% em comparação com o plantio contínuo de cada um. Para manter a produtividade alta ao longo dos anos, porém, é necessário fazer outras rotações na mesma área agrícola.

Outro importante fator para o sucesso do rodízio de culturas é o uso de plantas adequadas às particularidades regionais.


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